terça-feira, 28 de maio de 2013

Descoberta do DNA completa 60 anos


Há 60 anos Francis Crick e James Watson entravam para história da ciência. Um artigo publicado pelos dois pesquisadores na revista Nature no dia 25 de abril daquele ano, mostrava ao mundo o DNA. 


Francis Crick e James Watson  (Imagem: Reprodução)
O  ácido desoxirribonucleico, duas hélices, ou apenas DNA,  permitiu que entendêssemos de outra forma como são os animais, as plantas e todas as criaturas vivas.

O DNA é um composto orgânico que armazena informações hereditárias responsáveis pelo desenvolvimento dos seres vivos. É o DNA que determina as características físicas de uma pessoa.
Após a descoberta da molécula, a ciência deu um salto em sua evolução.


Molécula de DNA (Imagem:  Reprodução)

Após suas descoberta foi possível criar alimentos transgênicos, clonar animais (e recentemente embriões) e ainda ajudar na busca da cura de doenças como HIV e câncer. Foi possibilitada também a criação de drogas para o combate a doenças como diabetes.


Esse salto na ciência possibilitou também o avanço tecnológico e gerou grande impacto na agricultura, pecuária, medicina forense bioinformática e nanotecnologia. 

Resultado final do edital de Apoio aos PPG's das IES é divulgado



A Fundação de Apoio à Pesquisa do Rio Grande do Norte (FAPERN) torna público o resultado final do Edital de Apoio aos Programas de Pós-Graduação das Instituições de Ensino Superior do RN.
O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 25 e foi homologado pelo convênio FAPERN/Capes. Segue a lista com as propostas aprovadas:


Programa de Pós-Graduação
IES
Recursos
1.        
Ambiente, Tecnologia e Sociedade
UFERSA
75.000,00
2.        
Ciência Animal
UFERSA
100.000,00
3.        
Ciência da Computação
UERN
100.000,00
4.        
Ciências Naturais
UERN
75.000,00
5.        
Ciências Sociais e Humanas
UERN
50.000,00
6.        
Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos
UFRN
75.000,00
7.        
Desenvolvimento e Meio Ambiente
UFRN
75.000,00
8.        
Ecologia e Conservação
UFERSA
75.000,00
9.        
Educação
UERN
75.000,00
10.     
Estudos da Mídia
UFRN
50.000,00
11.     
Física
UERN
50.000,00
12.     
Letras
UERN
75.000,00
13.     
Manejo de Solo e Água
UFERSA
75.000,00
14.     
Saúde e Sociedade
UERN
75.000,00
15.     
Sistemas de Comunicação e Automação
UFERSA
75.000,00
16.     
Sistemática e Evolução
UFRN
75.000,00


O resultado e outras informações do edital podem ser obtidas através do link

Ganhadora do Prêmio Mulher Pesquisadora se encontra com presidente da Alemanha


No último dia 15, a ganhadora do Prêmio Mulher Pesquisadora 2013 da FAPERN, teve um encontro com o presidente da Alemanha, Joachim Gauck. A reunião serviu para apresentação dos projetos científicos destinados para o Ano da Alemanha no Brasil 2013-2014.

O encontro aconteceu no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, e contou ainda com a presença do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho, do Consul Geral da República Federal da Alemanha, Harald Klein e do professor do departamento de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Yanko Xavier.

Helenice Vital  foi laureada em abril na categoria Sênior do Prêmio Mulher Pesquisadora. A vencedora é graduada em Geologia pela UFRN, tem mestrado em Geologia e Geoquímica pela Universidade Federal do Pará, doutorado e pós doutorado em Geologia e Geofísica Marinha pela Christian Albrechts Universitat Zu Kie, Alemanha e atualmente atua como professora titular em Geologia Marinha da UFRN.  

Na área da pesquisa, Helenice Vital tem atuado como coordenadora e pesquisadora de projetos de pesquisas nacionais e internacionais, com grande destaque para área de geologia marinha, em especial, geologia costeira.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

RN pode ter mais uma forma de acesso a previsões climáticas.


Durante a manhã desta sexta-feira, 24, ocorreu na Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte – FAPERN uma reunião para discutir a implantação de um novo boletim meteorológico no estado.

Professora Bernardete Cordeiro em reunião sobre boletim
A reunião contou com a presença da representante da FAPERN, professora Maria Bernardete Cordeiro e do coordenador no núcleo de pós-graduação das ciências climáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professor Paulo Sérgio Lúcio. 

O boletim meteorológico é uma proposta da UFRN em parceria com o Governo do Estado e a Emparn.  O intuito do periódico visa à divulgação de previsões meteorológicas diariamente e semanalmente (a cada 6, 12, 24, 36 e 72 horas), a previsão climática sazonal para o período de um a seis meses e ainda o monitoramento dos reservatórios do estado com divulgação pela internet no portal da FAPERN, Governo do Estado, UFRN e Emparn.

De acordo com Paulo Sérgio Lúcioa parceria entre a FAPERN e a UFRN vai criar uma nova opção de acesso à informação meteorológica. Segundo o professor, o boletim vai auxiliar eventos esportivos que precisam de previsões de tábuas de maré até ações políticas de enfrentamento da seca com as previsões climáticas sazonais. “As informações vão auxiliar na agricultura, pecuária, no planejamento urbano e no setor de turismo”, pontuou o professor.

Presidente da SBPC defende regime diferenciado de contratações para pesquisas


Via Jornal da Ciência


Por que o Brasil tem um regime diferenciado de contratações para obras da Copa do Mundo, mas engessa a pesquisa científica? O questionamento foi feito pela presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, na audiência pública da comissão especial que analisa a proposta do Código Nacional de Ciência e Tecnologia (PL 2177/11), realizada na última terça-feira, 21.

Entre outras medidas, o projeto propõe a flexibilização das regras de contratações para a área de Ciência e Tecnologia. Essa mudança foi defendida pelos presentes, que advertiram que o Brasil está competindo com outros países, onde as regras permitem a rapidez necessária. "É preciso um olhar diferenciado para a ciência. Senão, vamos continuar comprando pacotes, vamos continuar sem uma indústria verdadeira, nacional. E vamos comprar da China, que é o que estamos fazendo hoje", criticou Helena. "Precisamos acordar e ver que o resto do mundo está caminhando em uma velocidade assustadora", propôs.

Além de pedir um regime diferenciado de contratações (RDC) para C&T , representantes da comunidade científica afirmaram que os órgãos de controle desconhecem detalhes da atividade científica e oferecem diferentes leituras da legislação, causando insegurança jurídica. "O grande problema não é a legislação em si, e sim sua interpretação. Um mesmo caso, em uma universidade é punido; em outra, é permitido", avalia Helena, que citou a lei de inovação. "Ela permite que um professor de dedicação exclusiva em um projeto que tem começo, meio e fim, aprovado na cúpula de sua universidade, nos diferentes níveis, receba pelo período. No entanto, a Cartilha "Coletânea de Entendimentos" da Controladoria-Geral da União (CGU), que tem apoio do Ministério da Educação (MEC), diz que não pode. Em algum lugar, alguém deixou de ler o que estava escrito", presumiu.

Os participantes foram unânimes em afirmar que a Lei de Licitações (8.666/93) causa problemas para o desenvolvimento da pesquisa. Eles ressaltaram a ocorrência frequente de judicializações das licitações, o que tem resultado, muitas vezes, na devolução dos recursos para o governo por parte das instituições de pesquisa. "Desta forma, fica difícil fazer ciência no Brasil. É necessária a revisão da legislação para garantir segurança jurídica", defendeu Helena.

"Se o país chegou à conclusão de que a Lei 8.666 não servia para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, e fez o RDC para estes eventos, por que não para as universidades?", questionou, acrescentando que o pregão não funciona para ciência e tecnologia. "Existem especificidades de cada reagente e de equipamentos", explicou.

Outro problema citado pela pesquisadora foi a necessidade de três orçamentos para uso do recurso público. Segundo a presidente da SBPC, o sonho de qualquer cientista é publicar em revista científica de impacto na sua área. "Ele precisa submeter seu trabalho ao editor da revista, passar por três ou quatro revisores, e se aceito, solicitar à sua instituição que pague a separata, que pague os custos. Muitas vezes, a resposta obtida é não porque tem que ter três orçamentos. Isso é desconhecimento de causa", opinou.

Helena ressaltou ainda o medo enfrentado pelos gestores de C&T. "Perde-se muito tempo fazendo gestão com medo de errar. Hoje, muitas vezes, o gestor não assina papel porque tem medo de acabar na cadeia. Não somos contra ser fiscalizados; o que não podemos é continuar com estas amarras", concluiu.

Além da presidente da SBPC, participaram do debate, representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Públicas, Estaduais e Municipais (ABRUEM), Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPT). A audiência foi presidida pelo deputado Gabriel Chalita (PMDB/SP).

Histórico - Há anos, a comunidade científica tenta resolver os problemas apontados no encontro de terça-feira. Em 2009, a SBPC e Academia Brasileira de Ciência (ABC) entregaram um documento ao então presidente Lula com uma relação de problemas, dentre eles a questão das compras e aquisições para as atividades de ciência e tecnologia. O texto deu origem à proposta do Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Outras audiências públicas serão realizadas pela comissão especial que discute o código. Uma delas vai discutir o tema do acesso aos recursos genéticos com finalidade de pesquisa científica. Serão organizados ainda dois seminários: um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. O relatório deve ser apresentado até julho.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Prêmio Mulher Pesquisadora é destque no Jornal da Ciência


O Jornal da Ciência, um dos mais importantes veículos voltados para a divulgação de assuntos relacionados a ciências, divulgou em sua edição impressa uma matéria sobre a terceira edição do Premio Mulher Pesquisadora da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte.

O prêmio laureou as professoras Helenice Vital e Rosimeire Cavalcante nas categorias Sênior o Junior respectivamente. A premiação ocorreu no último dia 26 e contou com a presença da professora Maria Bernardete Cordeiro, representante da FAPERN, e da governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini. 

Confira a matéria completa e outros assuntos referentes à ciência no endereço eletrônico do Jornal através do link.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Prêmio oferece 20 mil dólares para jovens cientistas

Estão abertas as inscrições para o Prêmio L'ORÉAL/UNESCO/ABC  Para mulheres na Ciência. O prêmio objetiva reconhecer e apoiar o trabalho de jovens doutoras.

Podem se inscrever cientistas das áreas relacionadas a física, química, matemática, biomedicina e biologia que tenham   concluído doutorado a partir de janeiro de 2007.

O programa vai premiar até sete mulheres, com bolsa auxílio de 20 mil dólares cada,  para atuar em projetos científicos em instiuições brasileiras de ensino no período de um ano.

As inscrições seguem abertas até 31 de maio e podem ser feitas pelo endereço http://loreal.abc.org.br/inscricoes.asp