sexta-feira, 12 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
CNPq anuncia vencedor do Prêmio José Reis e disponibilização de novas bolsas
O físico Ildeu de Castro Moreira é o vencedor do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ildeu de Castro é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro na área da física e desenvolve trabalhos divulgação científica.
Em outubro do ano passado, a convite da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (FAPERN), o pesquisador deu uma palestra sobre divulgação científica durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no estado. Durante o evento, Ildeu de Castro afirmou que as veiculações jornalísticas sobre ciência podem ser maiores e de fácil acesso a população. Segundo ele o aumento da divulgação de notícias científicas depende dos interesses dos veículos.
“Economia não é um assunto fácil, apenas uma parcela bem pequena dos leitores, telespectadores e ouvintes entende o que se publica nas editorias de economia; porém não há jornal ou noticiário que não tenha a sessão de economia. Chamam-se economistas, jornalistas econômicos e se tenta o assunto para o nível de compreensão do público. E por que não se faz o mesmo com a ciência?”, contou Ildeu durante a palestra.
Além da divulgação do vencedor do Prêmio José Reis, o CNPq anunciou a disponibilização de bolsas de produtividade para atuação em Divulgação Científica. O anuncio se deu após os pedidos de pesquisadores e assessores do Comitê de Assessoramento de Divulgação Científica.
As bolsas irão contemplar dois perfis. O primeiro direcionado a Produtividade em Pesquisa (PQ), cujo candidato será avaliado pelo mérito científico do projeto e o segundo perfil será o de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) o qual o candidato será avaliado por sua contribuição em divulgação científica.
| Ildeu de Castro durante palestra (Assecom FAPERN) |
“Economia não é um assunto fácil, apenas uma parcela bem pequena dos leitores, telespectadores e ouvintes entende o que se publica nas editorias de economia; porém não há jornal ou noticiário que não tenha a sessão de economia. Chamam-se economistas, jornalistas econômicos e se tenta o assunto para o nível de compreensão do público. E por que não se faz o mesmo com a ciência?”, contou Ildeu durante a palestra.
Além da divulgação do vencedor do Prêmio José Reis, o CNPq anunciou a disponibilização de bolsas de produtividade para atuação em Divulgação Científica. O anuncio se deu após os pedidos de pesquisadores e assessores do Comitê de Assessoramento de Divulgação Científica.
As bolsas irão contemplar dois perfis. O primeiro direcionado a Produtividade em Pesquisa (PQ), cujo candidato será avaliado pelo mérito científico do projeto e o segundo perfil será o de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) o qual o candidato será avaliado por sua contribuição em divulgação científica.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Fóssil brasileiro é exibido com modificações na Europa
Via Jornal da Ciência
O fóssil de um pterossauro brasileiro superconservado é destaque em um dos principais museus de ciência do mundo, o CosmoCaixa, em Barcelona. Milhares de pessoas viram o bicho, inclusive muitos especialistas, mas só um paleontólogo achou que havia algo errado e foi a fundo no assunto. Acabou descobrindo uma falsificação.
A peça era vista por muitos com um dos exemplares mais preservados do Cretáceo Inferior (entre 100 milhões e 145 milhões de anos atrás).
O trabalho de Fabio Dalla Vecchia, no entanto, mostrou que se trata de uma espécie de "Frankenstein" paleontológico: uma composição de vários fósseis diferentes que são montados para darem a aparência de que são os restos de apenas um indivíduo.
E mais: apesar de ser uma composição de vários animais diferentes, os cientistas não conseguiram provar que nenhum deles era, de fato, um Anhanguera piscator, como diz o museu.
Algumas partes da peça nem fósseis eram, mas sim pedaços de plástico pintado.
"A importância científica desse exemplar é bem menor do que nós pensávamos no início", diz Dalla Vecchia.
Para descobrir a montagem, o cientista e seus colaboradores fizeram um verdadeiro trabalho de detetive.
O MÉTODO
Com a autorização do museu, o grupo olhou o material com lentes de aumento. Já foi o suficiente para detectar algumas partes da composição, sobretudo as de plástico.
O crânio e a mandíbula, o mais relevante cientificamente, foram removidos e submetidos a exames de luz ultravioleta e de tomografia computadorizada. O esqueleto não podia ser removido.
Eles identificaram que 50% do crânio e da mandíbula eram reconstituídos. Na parte que era verdadeira, houve uma combinação de partes de vários indivíduos.
O cientista diz que devem existir vários casos semelhantes, já que essas falsificações são relativamente comuns.
Uma das mais famosas foi apresentada pela Sociedade Geográfica Nacional dos EUA em 1999 como o "elo perdido" da evolução dinossauro-pássaro. Batizado de Archaeoraptorliaoningensis, ele parecia ter o corpo de um pássaro com um rabo de dinossauro. Algum tempo depois, os cientistas viram que eram dois animais distintos colocados para parecerem um só.
Apesar de a placa do fóssil no museu não fazer menção ao fato de que se trata de uma composição, Jorge Wagensberg, diretor científico da Fundação la Caixa, divisão de um banco espanhol que é dona do museu, disse ao jornal Folha de São Paulo que sabia desde o início que se tratava de uma montagem com vários animais.
Segundo Wagensberg, as composições são um recurso que pode ser usado sem prejuízo quando objetivo é explicar ao público alguns aspectos mais gerais, como a aparência de um fóssil de perto.
O fóssil de um pterossauro brasileiro superconservado é destaque em um dos principais museus de ciência do mundo, o CosmoCaixa, em Barcelona. Milhares de pessoas viram o bicho, inclusive muitos especialistas, mas só um paleontólogo achou que havia algo errado e foi a fundo no assunto. Acabou descobrindo uma falsificação.
A peça era vista por muitos com um dos exemplares mais preservados do Cretáceo Inferior (entre 100 milhões e 145 milhões de anos atrás).
O trabalho de Fabio Dalla Vecchia, no entanto, mostrou que se trata de uma espécie de "Frankenstein" paleontológico: uma composição de vários fósseis diferentes que são montados para darem a aparência de que são os restos de apenas um indivíduo.
E mais: apesar de ser uma composição de vários animais diferentes, os cientistas não conseguiram provar que nenhum deles era, de fato, um Anhanguera piscator, como diz o museu.
Algumas partes da peça nem fósseis eram, mas sim pedaços de plástico pintado.
"A importância científica desse exemplar é bem menor do que nós pensávamos no início", diz Dalla Vecchia.
Para descobrir a montagem, o cientista e seus colaboradores fizeram um verdadeiro trabalho de detetive.
O MÉTODO
Com a autorização do museu, o grupo olhou o material com lentes de aumento. Já foi o suficiente para detectar algumas partes da composição, sobretudo as de plástico.
O crânio e a mandíbula, o mais relevante cientificamente, foram removidos e submetidos a exames de luz ultravioleta e de tomografia computadorizada. O esqueleto não podia ser removido.
Eles identificaram que 50% do crânio e da mandíbula eram reconstituídos. Na parte que era verdadeira, houve uma combinação de partes de vários indivíduos.
O cientista diz que devem existir vários casos semelhantes, já que essas falsificações são relativamente comuns.
Uma das mais famosas foi apresentada pela Sociedade Geográfica Nacional dos EUA em 1999 como o "elo perdido" da evolução dinossauro-pássaro. Batizado de Archaeoraptorliaoningensis, ele parecia ter o corpo de um pássaro com um rabo de dinossauro. Algum tempo depois, os cientistas viram que eram dois animais distintos colocados para parecerem um só.
Apesar de a placa do fóssil no museu não fazer menção ao fato de que se trata de uma composição, Jorge Wagensberg, diretor científico da Fundação la Caixa, divisão de um banco espanhol que é dona do museu, disse ao jornal Folha de São Paulo que sabia desde o início que se tratava de uma montagem com vários animais.
Segundo Wagensberg, as composições são um recurso que pode ser usado sem prejuízo quando objetivo é explicar ao público alguns aspectos mais gerais, como a aparência de um fóssil de perto.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Para SBPC royalties do petróleo também devem ser destinados à ciência, tecnologia e inovação
Com informações da Agência Gestão CT&I via Jornal da Ciência
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) informou que apoia a destinação dos royalties do petróleo para educação e saúde, mas alertou que é preciso também garantir recursos para ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O projeto aprovado na terça-feira (2), no Senado, estipula que 75% do aporte seja feito em educação, prioritariamente em educação básica, e 25% em saúde.
Em entrevista a Agência Gestão CT&I, a presidente da SBPC, Helena Nader, alertou que é preciso fazer com que parte desses royalties sejam aplicados em atividades de CT&I. "Não adianta investir só em uma ponta. Vamos continuar brigando para que os recursos da educação e da saúde sejam dedicados à ciência, tecnologia e inovação que é transversal a todas as áreas", afirmou após participar do seminário sobre o Projeto de Lei 2.177/2011, em São Paulo (SP), na última segunda-feira (1°).
Nader se mostrou receosa com o futuro do Fundo Setorial do Petróleo (CT-Petro), um dos 17 que compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). "O grosso dos nossos recursos hoje, envolvendo a pesquisa fundamental, é o CT-Petro. A situação vai ficar complicada se for cortada parte de uma fonte tão importante", disse.
A permanência do CT-Petro está diretamente ligada aos recursos da exploração de poços de petróleo, que foram licitados antes de dezembro de 2012. Caso os royalties desses contratos sejam incluídos na repartição o fundo setorial pode deixar de ganhar recursos ou até mesmo desaparecer.
Da forma como o texto tramita no Congresso, caso seja aprovado em definitivo, o CT-Petro deixará de receber recursos de poços de petróleo na camada pré-sal que já foram licitados. Parte desses recursos que hoje vão para o fundo setorial seriam empregados em educação. Do total, 50% irá para a educação até que sejam cumpridas as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê investimento de 10% do produto Interno Bruto no Setor. O restante será aplicado no Fundo Social do Pré-Sal, uma espécie de poupança.
Opinião do MCTI
De acordo com o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, como o fundo setorial continuará a receber recursos importantes, não há motivo para preocupação. Ele se baseia nas declarações da Presidência da República de que não haverá prejuízo para os recursos da CT&I e defesa nacional.
"É importante lembrar que o regime de concessão ainda tem barris a serem explorados, portanto a receita é crescente. A receita adicional para o FNDCT, em 2014, deve ser de R$ 1 bilhão. Hoje nós temos R$ 4,4 bilhões e, possivelmente, com as estimativas que fizemos, com cálculos bastante rigorosos, chegará a R$ 5,5 bilhões, e a tendência é ser crescente até 2020, que foi o cálculo final feito por nós", explicou.
Para as entidades científicas, Elias fez questão de alertar que investir em educação é investir em CT&I. "Os recursos dos royalties são também para a educação profissional. Isto envolve ter relação com as áreas laboratoriais", concluiu. Mas a presidente da SBPC, Helena Nader, lamentou o fato de a CT&I ter ficado fora do destino dos royalties do petróleo. "Se tivéssemos entrado na partilha poderíamos ter muito mais recursos".
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) informou que apoia a destinação dos royalties do petróleo para educação e saúde, mas alertou que é preciso também garantir recursos para ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O projeto aprovado na terça-feira (2), no Senado, estipula que 75% do aporte seja feito em educação, prioritariamente em educação básica, e 25% em saúde.
Em entrevista a Agência Gestão CT&I, a presidente da SBPC, Helena Nader, alertou que é preciso fazer com que parte desses royalties sejam aplicados em atividades de CT&I. "Não adianta investir só em uma ponta. Vamos continuar brigando para que os recursos da educação e da saúde sejam dedicados à ciência, tecnologia e inovação que é transversal a todas as áreas", afirmou após participar do seminário sobre o Projeto de Lei 2.177/2011, em São Paulo (SP), na última segunda-feira (1°).
Nader se mostrou receosa com o futuro do Fundo Setorial do Petróleo (CT-Petro), um dos 17 que compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). "O grosso dos nossos recursos hoje, envolvendo a pesquisa fundamental, é o CT-Petro. A situação vai ficar complicada se for cortada parte de uma fonte tão importante", disse.
A permanência do CT-Petro está diretamente ligada aos recursos da exploração de poços de petróleo, que foram licitados antes de dezembro de 2012. Caso os royalties desses contratos sejam incluídos na repartição o fundo setorial pode deixar de ganhar recursos ou até mesmo desaparecer.
Da forma como o texto tramita no Congresso, caso seja aprovado em definitivo, o CT-Petro deixará de receber recursos de poços de petróleo na camada pré-sal que já foram licitados. Parte desses recursos que hoje vão para o fundo setorial seriam empregados em educação. Do total, 50% irá para a educação até que sejam cumpridas as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê investimento de 10% do produto Interno Bruto no Setor. O restante será aplicado no Fundo Social do Pré-Sal, uma espécie de poupança.
Opinião do MCTI
De acordo com o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, como o fundo setorial continuará a receber recursos importantes, não há motivo para preocupação. Ele se baseia nas declarações da Presidência da República de que não haverá prejuízo para os recursos da CT&I e defesa nacional.
"É importante lembrar que o regime de concessão ainda tem barris a serem explorados, portanto a receita é crescente. A receita adicional para o FNDCT, em 2014, deve ser de R$ 1 bilhão. Hoje nós temos R$ 4,4 bilhões e, possivelmente, com as estimativas que fizemos, com cálculos bastante rigorosos, chegará a R$ 5,5 bilhões, e a tendência é ser crescente até 2020, que foi o cálculo final feito por nós", explicou.
Para as entidades científicas, Elias fez questão de alertar que investir em educação é investir em CT&I. "Os recursos dos royalties são também para a educação profissional. Isto envolve ter relação com as áreas laboratoriais", concluiu. Mas a presidente da SBPC, Helena Nader, lamentou o fato de a CT&I ter ficado fora do destino dos royalties do petróleo. "Se tivéssemos entrado na partilha poderíamos ter muito mais recursos".
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Comunicado de adiamento
A posse do presidente da FAPERN foi transferida para o dia 15 de julho de 2013, segunda-feira. A mudança se deu pela necessidade da Governadora Rosalba Ciarlini ir a Brasília na data anteriormente agendada.
O local e o horário da solenidade continuam os mesmos. O evento vai acontecer no auditório da Governadoria às 11 horas da manhã.
O local e o horário da solenidade continuam os mesmos. O evento vai acontecer no auditório da Governadoria às 11 horas da manhã.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Prêmio destinado a pesquisadores do Mercosul tem inscrições abertas
O Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, destinado a estudantes e pesquisadores,está com inscrições abertas.
O prêmio é destinado a pesquisadores de países membros e associados ao Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) e segue com as inscrições abertas até o dia 19 de agosto.
As informações completas sobre o concurso estão disponibilizadas no endereço http://eventos.unesco.org.br/premiomercosul/index.php/pt/.
XII Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS
Estão abertas as inscrições para o 8°Concurso do XII Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde – SUS. O concurso tem como objetivo laurear trabalhos científico-tecnológicos de pesquisadores, estudiosos e profissionais de saúde ou de qualquer área do conhecimento em nível de pós-graduação concluída, com temática voltada para a área de Ciência e Tecnologia em Saúde, e potencial de incorporação pelo Sistema Único de Saúde e serviços de saúde.O Prêmio é dividido em quatro categorias: Tese de Doutorado; Dissertação de Mestrado; Trabalho Científico Publicado e Monografia de Especialização ou Residência. Os trabalhos vencedores receberão mais de R$ 50 mil em premiações.
As inscrições para a primeira fase do Prêmio serão efetuadas somente via internet, no endereço eletrônico http://www.saude.gov.br/premio no período entre às 10 horas do dia 10 de junho de 2013, até às até às 18h do dia 26 de julho de 2013, observado o horário oficial de Brasília-DF.Outras informações podem ser acessadas no edital do concurso pelo endereço no link.
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