quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Novas normas sobre uso de animais em pesquisa e ensino são divulgadas pelo MCTI

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) divulgou, na última quarta-feira, 25, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Normativa N° 12, que dispõe sobre a Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos e Didáticos.

O MCTI informou que é a primeira norma no País que trata com detalhes dos cuidados que devem ser seguidos por pesquisadores e instituições para que sejam assegurados a ética e o bem-estar com animais em pesquisas e ensino.

Entre as responsabilidades apontadas pela norma está a necessidade de garantir que a utilização de animais seja justificada, levando em consideração os benefícios científicos ou educacionais e os potenciais efeitos sobre o bem-estar dos animais. Além disso, o texto destaca que se deve promover o desenvolvimento e o uso de técnicas que substituam o uso de animais em atividades científicas ou didáticas.

Segundo a resolução, as atividades científicas ou didáticas com uso de animais devem ser feitas apenas quando forem essenciais para obter informações relevantes para a compreensão da biologia humana e de outros animais. Ou, por exemplo, para atingir objetivos educacionais que não podem ser alcançados utilizando nenhuma outra prática que não inclua o uso de animais.

De acordo com a diretriz, projetos ou protocolos envolvendo o uso de animais somente poderão ser feitos após a avaliação da proposta e de seu valor científico ou educacional em relação aos potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar dos animais.

A norma aponta que a “dor e o distresse [estresse excessivo] não são avaliados facilmente em animais” e, portanto, pesquisadores e professores devem considerar que cobaias sentem dor de forma similar a humanos.
Dessa forma, os profissionais devem escolher métodos humanitários para a conduta do projeto, verificar e avaliar os animais regularmente para observar evidências de dor ou distresse durante o curso do projeto. Além de utilizar agentes tranquilizantes, analgésicos e anestésicos adequados para a espécie animal e para os objetivos científicos ou didáticos.

Pesquisa analisa ação do ácido kójico contra envelhecimento da pele

 Via FAPEAM

“Espelho, espelho meu: existe alguém mais bela do que eu?”. A frase dita pela madrasta da Branca de Neve, no filme ‘Branca de Neve e os Sete Anões’, retrata a preocupação de muitas mulheres em relação à aparência e o desejo de retardar o aparecimento dos primeiros sinais do tempo: as rugas. Os cuidados com a beleza têm movimentado bilhões no País.

Conforme o Blog da Folha de São Paulo Caro Dinheiro, nos últimos 17 anos, o setor de cosméticos apresentou um crescimento médio composto de 10% ao ano no Brasil. A indústria brasileira, em 2012, faturou R$ 34 bilhões, líquidos de impostos sobre as vendas.

Para atender a indústria de cosméticos, ávida por novidades, pesquisadores têm buscado novas enzimas que atenuem a ação do tempo sobre a pele.  Foi o caso da doutoranda em Farmácia pela Universidade de São Paulo (USP), Tatiana do Nascimento Pedrosa. Com o apoio do Governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Pedrosa analisou a ação do ácido kójico (AK), o qual é usado como despigmentante no mercado cosmético.

Denominada ‘Avaliação do Potencial de Derivados do Ácido Kójico sobre a melanogênese e o envelhecimento cutâneo’, a dissertação foi desenvolvida no âmbito da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, da Universidade Federal do Amazonas (FCF/Ufam), sob a orientação dos professores Marne Vasconcellos e co-orientação do Prof. Dr. Emerson Lima.  O projeto recebeu o apoio do Governo do Estado, via Programa RH Mestrado, e foi concluído em fevereiro deste ano.

Conforme Pedrosa, a pesquisa mostrou-se promissora ao conseguir identificar três derivados do AK, dentre os nove estudados, capazes de inibir a tironase (responsável pela formação de manchas na pele). “Nos testes em células, eles apresentaram atividades extremamente satisfatórias, inibindo a atividade da tirosinase em mais de 90%”, explicou.

Os três derivados estudados apresentaram atividades despigmentantes e antioxidantes muito superiores as do ácido kójico, segundo Pedrosa. Tanto o AK quanto os derivados estudados, no entanto, não apresentaram atividade nas enzimas que atuam na matriz extracelular (elastase, colagenase e hialuronidase) e que são responsáveis por rugas e flacidez.

Todavia, conforme a pesquisadora, estudos dessa natureza são importantes porque a atividade antioxidante é importância em produtos cosméticos, uma vez que os radicais livreis são responsáveis pelo o aumento da expressão dessas enzimas que degradam a derme e aumento das manchas, rugas e da flacidez.

“A busca por agentes despigmentantes se faz necessária devido ao impacto social e psicológico que manchas na pele acarretam no indivíduo, além do fator estético. Eles também podem ser usados na indústria de alimentos, pois evitam o escurecimento enzimático dos alimentos, contribuindo assim para o aumento do tempo de prateleira”, enfatizou Pedrosa.

As enzimas que atuam no envelhecimento, estudadas na dissertação, atuam em processos degenerativos como a artrite. Por isso, a descobertas de inibidores dessas enzimas podem ter um apelo além do cosmético. Sabe-se do papel dessas enzimas, por exemplo, na progressão tumoral.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Núcleo de pós-graduação da UFRN discute parcerias com a FAPERN

O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande, Emanoel Márcio Nunes, recebeu na tarde de ontem (24) a pró-reitora de pós-graduação da Universidade do Rio Grande do Norte, Edna Maria da Silva.

Na ocasião, a pró-reitora e mais dois representantes do núcleo de pós-graduação da universidade procuraram novas formas de parcerias com a FAPERN a serem exercidas a partir de 2014. Atualmente, a UFRN possui 294 cursos de pós-graduação com expectativas de inclusão de mais seis até o final do ano que vem.


Para a pró-reitora, este foi um momento marcante para o Rio Grande do Norte. De acordo com Edna Silva, o encontro foi u, momento importante para o Estado uma vez que a FAPERN “é uma das principais participantes no fomento da pesquisa, principalmente com foco nas áreas de ciência, tecnologia e inovação”.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Feira de Frankfurt será discutida entre governo e escritores

Nesta quinta-feira, 25, a governadora Rosalba Ciarlini irá realizar um audiência para discutir a participação de autores e editoras potiguares na Feira do Livro de Frankfurt. A reunião será realizada às 17h no gabinete da governadora, no Centro Administrativo.

Falta de profissionais na área de C&T pode prejudicar o diagnóstico e tratamento do câncer

Via Agência CT&I

Aposentadorias da área de C&T no País podem prejudicar o estudo de radiofármacos, responsável por diagnosticar o câncer. Foto: Divulgação/Unicamp

Uma das doenças que mais mata no Brasil hoje é o câncer - nome dado a um conjunto de mais de 100 males que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde (OMS), a enfermidade está em segundo lugar de mortalidade dos brasileiros. Mais de 12, 7 milhões de pessoas são diagnosticadas todo ano com câncer e 7,6 milhões de pessoas morrem vítimas da doença.

Os dados acima são alarmantes, mas na opinião de representantes da área de ciência e tecnologia (C&T), eles podem aumentar caso o governo não invista na formação de recursos humanos para área de ciência e tecnologia (C&T).

Alguns institutos de pesquisa do País, responsáveis pelo estudo e desenvolvimento de radiofármacos - substância que pode ser utilizada no diagnóstico e tratamento patologias e disfunções do organismo - podem parar de atuar em razão da falta de profissionais. Entre eles o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), o Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN) e o Instituto de Energia Nuclear (IEN).

De acordo com o secretário executivo do Fórum Nacional de Entidades Sindicais para Carreira de C&T (SindCT) , Ivanil Elisário Barbosa, a C&T no Brasil encolheu 75% e o quantitativo da carreira hoje é de 23 mil pessoas – entre aposentados e ativos. Ele frisou que apenas 3.851 estão na ativa e quase 50% desse efetivo estão próximos da aposentadoria.

Barbosa afirma que em curto prazo, dentro de oito anos, os institutos não vão ter capacidade operacional. “Vamos entrar em colapso. Nós vamos parar. No Brasil estão jogando a C&T na lata de lixo. Quando vamos acordar para isso? Toda carreira está nessa condição”, alertou.

O desabafo do secretário executivo ocorreu durante a audiência pública na Câmara dos Deputados, na quinta-feira (19), que debateu sobre a recomposição dos quadros das instituições de ciência e tecnologia.

Para Barbosa, o caos que se construiu ao longo dos anos é em razão da ausência de políticas de manutenção da força de trabalho dos institutos. Ele explicou que o servidor público de C&T tem hoje idade avançada. “Não dá para acreditar que a administração pública não sabe quando o contingente de um órgão vai aposentar? Concurso são feitos sem planejamento, sem padrão.  A escassez de recurso humano é inadmissível”, lamentou.  E finalizou “A atividade de C&T é agregadora de inovação, mas o governo insiste em não prestigiar. Ninguém transfere tecnologia. Nós é que temos que produzir internamente no nosso País”.

A carência de pessoal é pauta constante no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), afirmou o subsecretário de planejamento Flávio Coutinho. Para ele a situação é realmente grave, uma vez que a atividade de pesquisa é contínua, não pode parar. “ Se o pesquisador morre ou se aposenta, aquela atividade tem que ser seguida. O fato de uma pesquisa ser interrompida significa que ela tem que começar de novo”, disse.

O subsecretário observou que a ciência não se faz sozinha e sim em redes. “Se ela foi interrompida ou parada vai impactar não só o desenvolvimento da pesquisa e a economia, mas na imagem do País no quesito cumprir acordos”.

Flavio Coutinho contou que há dois anos o MCTI recebeu um manifesto de todos os diretores de unidade de pesquisa ligados ao ministério alertando sobre a falta de pessoal. A carta pedia uma pronta providência na admissão de novos concursados, pois caso não entrassem mais profissionais, muitos laboratórios seriam altamente prejudicados e programas estratégicos acabariam. “Levamos o pedido ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que na ocasião repôs apenas os cargos que já estavam vagos”.

Segundo dados do Sistema de Informação da Administração Pública (Siape), hoje há uma defasagem de 31% dos cargos que estão vagos dos institutos ligado ao MCTI. “Corremos sempre atrás do MPOG e a reposição só ocorre quando acontece a vacância. Mas o processo é lento e quando ocorre, o concursado já escolheu outro órgão. Nessa demora, 20% dos aprovados na carreira de C&T já saíram para outras carreiras mais vantajosas na administração pública”, explicou.

Para o diretor de engenharia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico  (CNPq), Guilherme Sales Melo, o problema da área é claro, principalmente porque a carreira não é tão atrativa quanto outras. “A baixa remuneração afasta os candidatos e até mesmo os profissionais que estão atuando na área. É uma questão crucial de uma área crucial para o País”, finalizou.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Inscrições do 6º Prêmio Inovação Medical Services seguem até o fim de setembro

Médicos, profissionais e acadêmicos da área da saúde têm até o dia 30 de setembro para se inscrever na 6ª edição do Prêmio Inovação Medical Services – Novos Caminhos em Saúde Pública. A iniciativa criada pelo portal Medical Services, da Sanofi, valoriza e estimula projetos e ações que tragam avanços para a saúde pública. Mais informações sobre o regulamento e premiação podem ser obtidas no endereço www.premiomedicalservices.com.br.

Desde o seu lançamento, em 2009, o prêmio já recebeu quase 900 trabalhos de centenas de cidades do País. São trabalhos que tratam desde melhorias na gestão dos serviços de saúde, pesquisas para avanços em tratamentos, capacitação de profissionais, entre outras iniciativas. É o caso do projeto do dentista Samuel Gomes, de Santo André (SP), ganhador do prêmio em 2010, com uma escova dental com um sistema de três cabeças, capaz de alcançar todos os lados dos dentes ao mesmo tempo, proporcionando uma higiene bucal mais adequada para quem possui algum tipo de limitação motora, como crianças e pessoas com necessidades especiais.

“Todos os anos, o prêmio tem revelado diferentes iniciativas pelo país, mas sabemos que podemos alcançar mais médicos, profissionais e estudantes da área da saúde com trabalhos relevantes para a saúde pública”, explica Cristina Moscardi, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da Sanofi.

O prêmio será dividido em três categorias: 


Profissionais de Saúde - contempla iniciativas criadas por profissionais já graduados e está dividida em duas modalidades: Ações (trabalhos implementados) e Projetos (trabalhos em desenvolvimento).

Doutorandos - para estudantes de cursos da área da saúde.

Medicina Tropical – premia iniciativas que tenham como foco doenças infecciosas e parasitárias e possui duas modalidades: Ações (trabalhos implementados) e Projetos (trabalhos em desenvolvimento).

A premiação avalia os trabalhos de acordo com os seguintes critérios: inovação, criatividade, relevância do tema, capacidade de promover mudanças e de servir como modelo para outros serviços de saúde do País.

Na primeira fase do concurso, os projetos são selecionados pelo conselho editorial do portal Medical Services, composto por sete médicos de diferentes especialidades. Em seguida, a votação é aberta aos profissionais de saúde cadastrados no portal, que votam nos seus favoritos e contribuem com pontos na média final das notas recebidas pela comissão da etapa anterior. Na última fase, personalidades brasileiras na área da Saúde selecionam os vencedores das três categorias – Profissionais de Saúde, Medicina Tropical e Doutorandos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Secretário do Ministério da Ciência vai ministrar Aula Magna da UFRN

Com o tema "Tecnologia e Inclusão Social”, a Aula Magna do segundo semestre letivo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte será ministrada pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inclusão Social, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,Oswaldo Baptista Duarte Filho. O evento será realizado amanhã, no auditório Otto de Brito Guerra, a partir das 9h da manhã.  

Oswaldo Baptista é doutor em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (USP), tem experiência na área, com ênfase em Operações Industriais e Equipamentos para Engenharia Química, atuando principalmente em temas como granulação, rocha fosfática, gases, filtração e partículas.

Tem experiência em administração pública, particularmente na administração universitária e municipal, tendo sido vice-reitor da Universidade Federal de São Carlos entre 1996 e 2000 e posteriormente reitor, durante dois mandatos ( 2000 a 2008); presidente da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) no biênio 2006/2007); prefeito da cidade de São Carlos de 2009 a 2012 e vice-presidente  para Assuntos de Ciência e Tecnologia da frente Nacional de Prefeitos. 

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inclusão Social do MCTI tem também artigos e capítulos publicados em periódicos e livros, além de inúmeros  resumos de trabalhos publicados em anais de congressos.