quinta-feira, 8 de agosto de 2013

FAPERN na mídia



A Fundação de Apoio a Pesquisa do Rio Grande do Norte foi destaque esta semana no Novo Jornal. O presidente da FAPERN, professor Emanoel Márcio Nunes, deu uma entrevista ao veículo apontando suas primeiras impressões ao chegar à fundação e citou as metas para sua gestão, entre elas o fortalecimento das bases de pesquisa no interior do Estado.

A entrevista completa pode ser conferida online através da versão FLIP do Jornal.

Treinamento das Bases de Dados da CAPES é oferecido na UFRN

A Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sedia na amanhã, 09 de agosto, o treinamento das Bases de Dados da CAPES, promovido pela Editora Elsevier. 

Durante o evento, que ocorre das 14h às 17h30, na Videoteca II da BCZM, serão apresentadas três bases distintas que, a princípio, serão tratadas individualmente e por fim em conjunto. A primeira, ScienceDirect, refere-se a uma coleção eletrônica de textos completos provenientes de mais de 2.500 revistas científicas Elsevier, com mais de 11 milhões de artigos nas áreas científica, tecnológica e médica, representando aproximadamente 25% da produção científica mundial. 

Em seguida será apresentada a Scopus, base de resumos e referências bibliográficas de literatura científica revisada por pares, com aproximadamente 19.500 títulos de 5.000 editoras internacionais. Além disso, a Scopus também é uma ferramenta para estudos bibliométricos e avaliações de produção científica. Por último, a base Compendex, que trata de dados referenciais em Engenharia que pertence à plataforma Engineering Village. A base possui mais de 10 milhões de registros de revistas cientificas, anais de congressos e trade magazines e cobertura de 5 mil títulos de publicações periódicas. 

O treinamento é aberto para bibliotecários, pesquisadores, docentes e alunos, sem a necessidade de inscrição prévia.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pesquisadores apontam alternativas para desenvolvimento na região do semiárido

Via Ciência Hoje

Não é preciso ser alarmista nem se enveredar por cenários pessimistas sobre mudanças climáticas para perceber: a situação da água é preocupante em todo o mundo. A população mundial quase triplicou desde 1950 e o desenvolvimento trouxe novas demandas de produção e novos hábitos de consumo e higiene, o que pressiona cada vez mais nossos recursos naturais, em especial a água. No Nordeste do Brasil, onde a preocupação com a seca vem de longa data, está em curso uma das piores estiagens das últimas décadas. Mas o que deve ser feito para adaptar a região e promover seu desenvolvimento mesmo sob tais condições?

"Hoje, um bilhão de pessoas não têm acesso seguro à água para beber e as áreas com tendência à desertificação no mundo têm crescido, inclusive no semiárido nordestino, por fatores como o mau uso do solo e a derrubada da cobertura vegetal", avaliou o engenheiro José Almir Cirilo, secretário de recursos hídricos e energéticos de Pernambuco, durante mesa-redonda realizada na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. No contexto global, a questão já vem gerando tensões internacionais. No Nordeste, não se fala em guerra, mas a seca atual tem deixado o clima mais 'quente', segundo Cirilo, com disputas locais pela utilização de reservatórios ainda não exauridos.

No total, o semiárido nordestino abriga 22 milhões de pessoas, quase metade delas em áreas rurais. Ao contrário do que se pode pensar, o histórico problema na região não acontece por falta de chuvas, como explicou o meteorologista Antonio Divino Moura, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia. "O problema seria, então, a gestão dos recursos? Também, mas não só isso", afirmou. "Existe um conjunto de fatores desfavoráveis: chuvas muito mal distribuídas, evaporação muito intensa, solos rasos que acumulam menos água, salinização da água pela presença de rochas cristalinas e falta de aquíferos de grande porte."

As perspectivas de mudanças climáticas podem agravar o cenário. Um estudo feito por Cirilo avaliou o possível efeito do aquecimento global sobre as barragens do rio São Francisco: considerando apenas o aumento do intervalo de dias sem chuva, sem redução do volume pluviométrico total, a pesquisa mostrou que os mananciais passariam mais tempo secos, encheriam mais rápido e perderiam mais água - uma redução que poderia chegar a 30% no volume desses reservatórios.

O clima sob análise


Um importante fator para prevenir o impacto negativo das secas é uma acurada previsão meteorológica, que consiga prever esses acontecimentos intensos. Moura explicou que essa ciência ainda é relativamente nova no Brasil e os conhecimentos sobre o clima do Nordeste também, mas já têm contribuído bastante para a tomada de decisão e a adaptação da região em busca de um desenvolvimento sustentável mesmo diante de condições severas.

"Há 30 anos ninguém estudava o Nordeste, mas hoje existe mais conhecimento sobre a dinâmica climática da região, a importância de cada componente, é possível identificar tendências de seca e inundações", destacou Moura. Um passo importante para conhecer melhor o clima da região, segundo o meteorologista, é estudar a história - um modelo climático melhor do que qualquer simulação. "Recuperar essa memória é importante para entender a variabilidade natural do sistema e avaliar possíveis mudanças climáticas", afirmou. "No entanto, a tarefa é complicada: temos acervos com mais de 12 milhões de documentos, desde a época do Império, mas tudo em papel e em estado muito frágil."

Para Moura, o maior conhecimento meteorológico ajuda a explicar, por exemplo, os diferentes impactos da seca de 1877, considerada a pior da história por ter causado milhares de mortes, e da seca de 1998, também muito grave, mas sem casos fatais. Cirilo destacou outros dois fatores que ajudaram a minimizar o drama nos últimos anos: o desenvolvimento do país e os benefícios sociais concedidos aos habitantes da região.

Mitigação e adaptação


Desde o ano passado, no entanto, o Nordeste vem sendo fustigado por uma forte seca, após alguns anos de refresco - de fevereiro a abril de 2013, choveu menos de 50% do normal em diversas regiões, índice muito abaixo da média histórica. Para tentar fugir desse ciclo sem fim, muitas tecnologias têm sido empregadas na região e está em andamento uma das maiores obras hidráulicas do mundo, a transposição do rio São Francisco.

Segundo Cirilo, medidas simples já podem significar um grande avanço. "Toda casa deveria ter cisternas para acumular água da chuva, precisamos investir em poços, barragens subterrâneas, equipamentos de dessalinização da água para extrair o recurso de leitos cristalinos e no terraceamento para otimizar recursos hídricos na agricultura", exemplificou. Entre os gastos, há o custo de manutenção dos equipamentos - para o engenheiro, um emprego de recursos muito mais eficiente do que a contratação de caminhões-pipa.

A falta de adequação das atividades econômicas da região à seca compôs, segundo Cirilo, a 'cara' do evento atual, marcada pelas imagens impactantes do gado morto. "A área do agreste não é boa para produzir gado bovino", afirmou. "Mas, com a melhora da qualidade de vida e vários anos de invernos chuvosos, o otimismo aumentou e as pessoas investiram em pequena pecuária, que recebeu o primeiro e mais severo impacto do clima."

Pensar em alternativas de combate à seca em longo prazo passa, segundo o engenheiro, pela busca de opções para suprir a necessidade de água já existente. "Em Pernambuco, por exemplo, a única forma de atender a demanda de cidades como Feira de Santana e Caruaru, com mais de 300 mil habitantes, é a transposição das águas do São Francisco", avaliou. "Estamos apostando todas as nossas fichas nisso, não temos mais recursos hídricos locais a serem aproveitados, não há mais onde construir barragens." Apesar do otimismo do secretário de recursos hídricos e energéticos de Pernambuco, a obra, orçada em R$ 8,3 bilhões, foi severamente criticada em outra mesa-redonda na reunião da SBPC.

Para adaptar de fato a região à seca, no entanto, Cirilo destacou a necessidade de incentivar atividades econômicas que levem desenvolvimento ao interior. "É o que pretendemos fazer em parte do agreste com a transposição: estimular a produção de alimentos, a agroindústria, onde os solos são mais favoráveis", explicou. "Nesse caso, não é só trazer a água, mas investir no armazenamento, processamento e escoamento; por isso, vai ser implementada a ferrovia transnordestina, que ligará o interior aos portos, a preços competitivos", completou.

Governo publica decreto que estabelece corte de gastos

Por Assecom/RN

O Governo do Estado publicou, no Diário Oficial do Estado no último sábado (03), o decreto que estabelece medidas de contenção de despesas públicas no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta Estadual. O decreto oficializa as medidas de cortes de gastos já anunciadas pela governadora Rosalba Ciarlini e definidas em reuniões com o secretariado. É importante ressaltar que outras medidas de contenção e/ou disciplinamento de despesas serão publicadas nos próximos dias.

De acordo com o decreto, fica suspenso, no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública Direta e Indireta do Estado do Rio Grande do Norte, o empenho de novas despesas cujas dotações orçamentárias sejam vinculadas a recursos de fontes 100 (Recursos Ordinários), 121, 122, 123 e 124 (Royalties), bem como das fontes 150 e 250 (recursos diretamente arrecadados). Ficam vedadas, ainda, as autorizações para viagens e concessão de diárias, ressalvadas situações excepcionalmente motivadas e submetidas à autorização prévia da Chefia do Poder Executivo.

Em um prazo de 30 dias, os órgãos e entidades da Administração Pública Direta e Indireta do Estado devem promover a avaliação e renegociação de contratos, a fim de reduzir em 25% os custos com locação de mão de obra e bens móveis. Já no prazo de 15 dias deverão ser promovidas medidas de desligamento e de restrição de ramais telefônicos, no intuito de reduzir em 50% das despesas mensais com telefonia móvel, fixa e transmissão de dados.

A Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (SEARH) também adotará providências para redução das despesas com combustíveis da frota de veículos estaduais, mediante a revisão das cotas de abastecimento, sem prejuízo das ações dos órgãos integrantes das áreas da Segurança, Justiça, Saúde e Educação.

O decreto prevê, ainda, a suspensão por tempo indeterminado da concessão de vantagem, aumento, reajuste, adequação de remuneração a qualquer título e licenças, salvo quando derivados de sentença judicial, determinação legal ou contratual; o provimento de cargo público efetivo, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores nas áreas de Educação, Saúde e Segurança; a tramitação de processos administrativos que versem sobre a criação de cargo, emprego ou função, alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa e a criação de vantagem, reajuste ou adequação de remuneração, a qualquer título. Também fica suspensa pelo prazo de 60 dias a expedição de férias por parte dos Titulares dos órgãos.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Continuam abertas as inscrições de trabalhos para a Conferência PCST 2014



O prazo do envio de trabalhos individuais e as inscrições das propostas de mesas e workshops para a 13ª Conferência Internacional Sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia terminam no dia 1º de setembro. Considerado um dos mais importantes fóruns de divulgação científica do mundo, a Conferência PCST 2014 será realizada pela primeira vez na América Latina.

O evento, cujo tema é ”Divulgação da Ciência para a inclusão social e o engajamento político”, vai acontecer entre os dias 5 e 8 de maio de 2014 em Salvador.

A Conferência PCST 2014 é organizada pela Rede Internacional PCST e sediada pelo Museu da Vida, museu de ciência interativo ligado à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a parceria de diversas outras organizações e apoio do CNPq, Departamento de Popularização e da Difusão da Ciência e da Tecnologia do MCTI, da Fapesb, da Fapesp e da Fapemig, e do SciDev.Net como media partner.

As propostas de trabalho podem estar relacionadas à prática ou à pesquisa acadêmica na área da divulgação científica, da interface ciência e sociedade, do jornalismo científico, dos museus de ciência e de engajamento público em ciência e tecnologia e precisam estar inseridos no tema da conferência (“Divulgação da Ciência para a inclusão social e o engajamento político”).

Os trabalhos podem ser inscritos ainda nas seguintes áreas:

• Divulgação científica para o empoderamento de cientistas e do público
• Comunicando a ciência para os tomadores de decisão
• Crenças, valores e cidadania científica
• Conhecimento da comunidade local e contexto global
• Novas tecnologias e novas práticas em divulgação da ciência 
• Temas emergentes em ciência e sociedade

Outras informações podem ser acessadas através do endereço www.pcst-2014.org.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fórum Mundial da Ciência tem programação preliminar liberada




Via Agência CT&I

No dia 23 de julho foi apresentada a programação preliminar do Fórum Mundial da Ciência (FMC). O evento irá reunir representantes de 300 academias de ciência do mundo de 24 a 27 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ). O FMC foi tema de uma sessão especial durante a 65a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

De acordo com o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, o evento será uma excelente oportunidade para conhecer as demandas e o que está sendo feito pela ciência mundial. “Além dos representantes das academias, participarão reitores de importantes universidades e agências de fomento. Será um ótimo lugar para discutir cooperações internacional”, afirmou Palis.


Estão confirmados como palestrantes o presidente da Academia Chinesa de Ciências, Chunli Bal, o presidente da Academia de Ciências da África do Sul, Daya Reddy, e o Prêmio Nobel Werner Arbe. A abertura do evento será na Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff.


Essa é primeira vez que o FMC será organizado fora da cidade de Budapeste, na Hungria. Ao todo serão sete plenárias e 12 sessões paralelas. Entre as principais palestras estão: política públicas de ciência; amazônia, biodiversidade e desenvolvimento sustentável; desigualdades como barreiras para a sustentabilidade global; e ciência para recursos naturais. 


Toda a programação pode ser acessada através do link.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A ciência brasileira perde Ricardo Ferreira

Fonte: Assessoria de Comunicação FACEPE 


Dr. Ricardo Ferreira faleceu nesta manhã
O Brasil perdeu, na manhã desta terça-feira (30), um dos maiores nomes da ciência do País, Dr. Ricardo Ferreira. Um dos principais articuladores da comunidade científica e sociedade em torno da criação da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) em 1989, e membro do seu Conselho Superior nos anos de 1990 e 1991, professor Ricardo faleceu em sua casa, no Bairro de Casa Forte (Recife/PE), aos 85 anos. O corpo será velado nesta quarta-feira (31), a partir das 09h30, no Cemitério Morada da Paz (Região Metropolitana do Recife), e cremado às 14h, no mesmo local. 

Ricardo de Carvalho Ferreira nasceu no Recife em 1928, filho de Antonio Ferreira (representante comercial) e Luiza de Carvalho Ferreira (professora pública entre 1915-1922). Em 1946 entrou para o Instituto de Química da USP, mas tendo se tornado um "dropout" em 1949, terminou bacharelando-se em Química pela Universidade Católica de Pernambuco (1952). No início de 1957 fez concurso para Livre-Docente na UFPE, recebendo também o título de D.Sc.

Em 1958, através de Harry Miller, recebeu uma bolsa Rockefeller e esteve em Pasadena trabalhando com N.Davidson (1959-1960). Em 1961 voltou ao CBPF, por convite de J. Danon, integrando um pequeno grupo de Química Teórica com Mário e Myriam Giambiagi. Desta interação resultou o primeiro trabalho em Química Quântica realizado inteiramente no Brasil, com um computador do IBGE; a molécula estudada foi a de piridina. 

Esteve sempre engajado em métodos semiempíricos de Química Quântica, tendo usado o conceito de eletronegatividade para estudar propriedades moleculares. Em 1967 publicou um artigo de revisão sobre o assunto no Adv. Chem. Phys.

Voltando ao Recife, foi convidado, em 1973, para integrar o novo departamento de Física da UFPE. Pôde, então, orientar alunos de pós-graduação, entre eles, o atual diretor-científico da Facepe, Arnóbio Gama, primeiro mestre formado sob sua orientação. Passou a trabalhar em problemas mais tipicamente de Física Atômica-Molecular (simetria de orbitais, moléculas em campos magnéticos intensos etc.). Com a criação, em 1983, do Departamento de Química Fundamental, e depois de passar 7 anos entre a UFSCarlos e o CBPF, voltou a integrar o Corpo Docente do novo Departamento em 1986.

Na terceira estada no CBPF (1980-1985) passou a se interessar por problemas de Biologia Molecular, nos quais continuava trabalhando ultimamente. Publicou, então, uma teoria sobre a oxigenação da hemoglobina (com S. Jacchieri) e vários trabalhos sobre Biogênese, inicialmente com a notável colaboração de C. Tsallis.
Em 1990 publicou pela EDUSP-ED. UNB, um livro sobre "Bates, Darwin, Wallace e a Teoria da Evolução". Este livro lhe deu grande satisfação e muito trabalho. Publicou, também, vários trabalhos sobre História da Ciência, resenhas de livros etc., notadamente em Ciência e Cultura.

Ricardo Ferreira recebeu inúmeros prêmios pela sua vida voltada para a ciência, principalmente nas áreas de Física, Química e Biologia. Aposentado em 1994, continuava trabalhando, e como Pesquisador do CNPq orientava bolsistas de Doutorado e de Mestrado.  Em 1995 e 1996, o Governo Federal, via MCTI-CNPq concedeu-lhe duas honras acadêmicas: a Ordem Nacional do Mérito Científico (1995) e o Prêmio Álvaro Alberto (1996), que jamais esperou receber. 

Ricardo Ferreira era professor emérito das universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal de Alagoas (UFAL), doutor honoris causis da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Era membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) desde 1977. 

Presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), era pesquisador nível IA do CNPq desde 1976, passando a pesquisador emérito a partir de 2007. 

Ricardo Ferreira era casado com Rosa Maria Ferreira e deixou quatro filhos.